A instalação de gás do seu condomínio está realmente segura?

Com certeza, vimos algumas ocorrências de explosões de imóveis por causa do gás, às vezes, acidentais outras por falta de manutenção ou imprudência. Falar sobre o uso do gás dentro de um edifício é tratar diretamente de segurança, planejamento e responsabilidade coletiva. 

Seja o sistema de gás individual ou centralizado, ele precisa ser encarado como uma infraestrutura essencial, tais quais a elétrica e a hidráulica.

Vamos ver neste artigo se a instalação de gás do seu condomínio está, de fato, segura.

Quando a instalação de gás é considerada segura

A instalação de gás em um prédio é considerada segura quando é projetada por profissional habilitado, executada por empresa especializada e segue rigorosamente as normas técnicas vigentes, especialmente as normas da ABNT e as exigências do Corpo de Bombeiros. 

Um sistema seguro começa no projeto com os seguintes itens: 

  • definição correta das tubulações, 
  • escolha de materiais apropriados, 
  • localização adequada dos medidores, 
  • ventilação dos ambientes e 
  • posicionamento correto dos abrigos de gás. 

Além disso, toda instalação deve ser entregue com laudos técnicos, teste de estanqueidade e aprovação do órgão responsável.

Principais cuidados na manutenção do sistema de gás

A segurança do sistema não depende apenas da instalação inicial. Ela está diretamente ligada à manutenção contínua. 

O gás é um insumo indispensável no dia a dia, mas qualquer vazamento, por menor que seja, pode gerar riscos graves, como explosões, incêndios e intoxicações. 

Por isso, o condomínio deve manter um plano de manutenção preventiva, com inspeções periódicas na rede de prumadas, ramais, registros, válvulas e medidores. 

Também é fundamental realizar, em intervalos definidos, o teste de vedação em toda a rede coletiva.

Orientação aos moradores e controle de intervenções

Outro cuidado essencial é a orientação aos moradores. 

Muitas ocorrências acontecem por intervenções internas sem acompanhamento técnico, como reformas em cozinhas, troca de fogões, alterações no aquecedor ou mudanças no layout do ambiente. 

Para o síndico, é indispensável estabelecer regras claras no regulamento interno exigindo que qualquer modificação que envolva o complexo de gás seja comunicada previamente à administração e acompanhada por profissional credenciado.

Implementação de um sistema de gás no condomínio

A implementação de um mecanismo de gás em um condomínio exige planejamento desde a fase de concepção do empreendimento ou, no caso de edifícios mais antigos, um estudo técnico detalhado para adaptação. 

É necessário avaliar a demanda de consumo, o tipo de fornecimento disponível na região, a disponibilidade de espaço para central de gás ou casa de máquinas, além do impacto estrutural da passagem de novas tubulações. 

Da mesma forma, devem ser considerados os custos de obra, adequações legais, interrupções temporárias no fornecimento e o cronograma de execução a fim de reduzir transtornos aos moradores.

Regularização e modernização em condomínios antigos

Nos condomínios desgastados pelo tempo de construção, ainda é comum encontrar sistemas de gás pouco padronizados, com adaptações feitas ao longo dos anos, o que aumenta significativamente o risco operacional. 

Nessas situações, a regularização da rede passa a ser prioridade. 

A atualização do sistema não deve ser vista como gasto, porém num investimento em segurança patrimonial e valorização do imóvel.

Quando trocar o uso coletivo pelo uso individual de gás

Um ponto que gera muitas dúvidas entre síndicos e conselhos é: quando devemos considerar a troca do uso coletivo pelo uso individual de gás? 

Essa decisão deve ser baseada em critérios técnicos, operacionais e financeiros. 

O sistema coletivo apresenta vantagens importantes, como centralização da manutenção da rede principal, maior controle técnico do fornecimento e, em alguns casos, menor custo operacional. 

No entanto, ele também exige uma gestão rigorosa, responsabilidade compartilhada e atenção detalhada na medição e no rateio.

A migração ao uso individual costuma ser indicada no momento em que o condomínio enfrenta problemas recorrentes de vazamento em prumadas antigas, dificuldade de acesso às unidades para inspeções obrigatórias, conflitos relacionados à cobrança coletiva ou impossibilidade de modernização da rede central por limitações estruturais. 

Em edifícios muito antigos, por exemplo, a substituição completa das prumadas pode ser tecnicamente inviável ou extremamente onerosa. 

Com estes fatos, a individualização pode se tornar uma alternativa mais segura a médio e longo prazo.

Consumo, cobrança e gestão

Outro fator relevante é o comportamento de consumo. 

No sistema coletivo sem medição individualizada, o rateio tende a gerar insatisfação, pois moradores com menor consumo acabam pagando de forma injusta. 

A individualização permite maior justiça na cobrança, maior consciência do consumo e facilidade na gestão financeira do condomínio.

Aspectos técnicos e decisão em assembleia

A troca do sistema coletivo pelo individual não deve ser decidida apenas pela questão financeira. 

É fundamental realizar um laudo técnico, estudo de viabilidade, análise do impacto nas fachadas, áreas comuns e shafts, além de verificar a necessidade de aprovação em assembleia, conforme a convenção do condomínio.

Em resumo, o sistema de gás dentro do condomínio deve ser tratado como um ativo crítico. 

Instalação segura, manutenção periódica, controle de intervenções nas unidades e planejamento estratégico são responsabilidades diretas da administração. 

A escolha entre sistema coletivo ou individual deve sempre priorizar a segurança, a efetividade técnica e o interesse coletivo dos moradores, garantindo tranquilidade, conforto e valorização do condomínio ao longo do tempo.

Nós, da Verti, estamos orientando nossos clientes quanto a este assunto de forma que a confiança e a parceria estejam sempre presentes. 

Ainda ficou com alguma dúvida? Entre em contato com a gente e entenda porque somos um diferencia no mercado.