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Condomínios são espaços particulares que possuem demandas e regras reguladas por lei. Por isso, para administrá-lo bem, requer uma gestão específica. Estamos falando da gestão de condomínios. Veja nesse artigo alguns modelos de gestão e qual o seu papel nesse complexo mundo da vida condominial.

 

Fazer uma boa gestão de um condomínio é algo nada fácil. Envolve atividades administrativas, jurídicas, contábeis e sociais que síndicos e administradoras (ou ambos) precisam realizar da melhor maneira possível.

 

E por qual motivo? Para garantir o cumprimento dos direitos e obrigações de todos que vivem em um condomínio.

 

Entretanto, moradores e síndicos não sabem exatamente o que se trata administrar um condomínio. Pensam ser só cobrar a cota condominial ou multar alguém que descumpre alguma regra.

 

Vamos entender um pouco mais sobre esse conceito e conhecer os modelos de gestão mais utilizados pelos condomínios?

 

O que é gestão de condomínio?

Gestão de condomínio é um conjunto de práticas para garantir os direitos e os deveres de propriedade individual exclusiva e a propriedade comum.

 

Em outras palavras, é uma atividade que busca atender as demandas dos condôminos e do empreendimento ao mesmo tempo.

 

No Brasil, as leis que regulam o assunto são principalmente o Código Civil e a Lei nº 4.591/54, atualizada, dentre outras, pela Lei nº 10.931/2004.

 

Principais funções na gestão de condomínios

  • Síndico
  • Zelador
  • Conselheiros
  • Porteiros
  • Administradora de condomínios

Quem pode administrar um condomínio?

Todo o condomínio precisa eleger um síndico, está previsto no Código Civil Art. 1.347.

 

O síndico é o representante legal do condomínio, o que significa que, diante de qualquer processo (judicial ou não), ele representa os interesses dos moradores.

 

Ele deve zelar pelo patrimônio e garantir o bem-estar de todos os condôminos. Mas, nem sempre é possível cuidar de todas as atividades administrativas sozinho.

 

Por isso, alguns condomínios acabam optando por contratar uma empresa de administração de condomínios ou síndico profissional para fazer a sua gestão.

 

Isso só é possível porque conforme o artigo 1348 do Código Civil:

 

“O síndico pode transferir a outrem, total ou parcialmente, os poderes de representação ou as funções administrativas, mediante aprovação da assembleia, salvo disposição em contrário da convenção”.

 

Modelos de gestão de condomínios

A gestão de um condomínio precisa ser competente, séria e profissional.

 

Isso, por si só, já ajuda a entender o quão importante ela deve ser. Porém, dependendo do modelo adotado, os resultados da gestão podem ser desastrosos.

 

Entenda um pouco mais e veja que, no geral, existem dois modelos de gestão de condomínios.

 

Um deles requer uma atenção e cuidado especial. Você imagina qual é?

 

Autogestão de condomínios

A autogestão ocorre quando apenas moradores do condomínio, eleitos em assembleia, fazem a gestão do condomínio. Condomínios menores geralmente elegem um síndico e três conselheiros fiscais.

 

Esse é um modelo, cada vez menos adotado.

 

Em virtude da complexidade que a gestão de condomínios tem e do conhecimento técnico exigido do síndico, a autogestão pode trazer alguns problemas sérios aos condomínios.

 

Ao síndico cabe afazeres como:

– Contratação de colaboradores e pagamento da folha;

– Pagamento das despesas do condomínio;

– Cobrança de inadimplentes;

– Prestação de contas.

 

 

Por isso, grande parte dos condomínios tem optado pela contratação de uma empresa de gestão de condomínios.

 

Administradora de condomínios

A maior importância de uma administração exercida por uma empresa é a inserção do caráter profissional nas rotinas e monitoramento do condomínio.

 

Basicamente, uma empresa administradora cobre todos os quesitos de uma autogestão, com o adicional de uso da tecnologia, conhecimentos técnicos e atualizados sobre o setor.

 

De uma maneira simples, a empresa administradora é o preposto do síndico. E é ela quem o auxilia e aponta os caminhos mais viáveis para o cumprimento das metas e para a melhoria geral, executando centenas de rotinas administrativas e consultoria.

 

Porém, as atribuições mais relevantes continuam dependendo da aprovação do síndico, como contratação de colaboradores e pagamentos.

 

A administradora de condomínios não substitui o síndico, apenas passa a atuar em conjunto dele.

 

Agregando ferramentas próprias, mão de obra especializada e conhecimento técnico. Em outras palavras, torna a administração do condomínio algo profissional.

 

Conclusão

Nesse artigo de hoje você pode entender um pouco mais sobre o conceito do que é gestão de condomínios.

 

Também viu os principais modelos que existem e, além disso, quem pode administrar um condomínio.

 

De fato, apresentamos que para uma boa gestão de condomínio, cada vez mais complexa, é preciso profissionalismo e experiência. Quer seja ela feita pelos próprios moradores ou por uma empresa.

 

Lembramos que o modelo de gestão a ser adotado pelo condomínio deve ser uma decisão soberana da assembleia.

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